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domingo, 5 de março de 2017

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA - SEGUNDA FASE

Irá decorrer no dia 10 de maio, na Biblioteca Almeida Garrett,  no Porto, agora que Santa Maria da Feira pertence a esta área metropolitana.
E os livros selecionados, que os alunos apurados do 3º ciclo devem ler com muita atenção, são Bicicleta à chuva e O pintor debaixo do lava-loiças. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

PRÉMIO LITERÁRIO JOSÉ SARAMAGO 2015


Bruno Vieira Amaral nasceu em 1978. É licenciado em História pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, trabalha na editora Quetzal e é também crítico literário, tradutor e autor de Guia para 50 personagens da Ficção Portuguesa (Guerra & Paz) e de Aleluia! (Fundação Francisco Manuel dos Santos); é, ainda, editor-adjunto da revista Ler. 
O seu primeiro romance, As Primeiras Coisas, já recebeu o Prémio Literário Fernando Namora, o Prémio PEN Clube Narrativa e a distinção Livro do Ano atribuída pela revista Time Out e é, agora, galardoado com o Prémio José Saramago.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

DAVID MACHADO

David Machado, um jovem escritor português, é um dos doze vencedores do Prémio da União Europeia para a Literatura para autores em início de carreira, com o romance Índice Médio de Felicidade
Depois de ter conhecimento do prémio, David Machado numa breve conversa com o jornal Público declarou que “É bom ser reconhecido pelo meu trabalho. Não só porque sabe bem lá no centro do ego, mas porque um prémio assim, internacional, pode ser um bom empurrão para alcançar novos leitores”,   
Ler mais aqui.
Os livros infantis de David Machado fazem parte do fundo documental das bibliotecas do Agrupamento. O catálogo pode ser consultado aqui.

sábado, 21 de março de 2015

"QUANDO VIER A PRIMAVERA"

Porque hoje é o Dia Mundial da Poesia e porque começou a primavera, um poema de Alberto Caeiro (heterónimo de Fernando Pessoa), na voz de Pedro Lamares.

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro, in Poemas Inconjuntos

domingo, 16 de novembro de 2014

POEMA DE MANUEL ANTÓNIO PINA


Ouvir o poema

HOMENAGEM A MANUEL ANTÓNIO PINA


O Museu Nacional da Imprensa está a preparar várias iniciativas para assinalar o 71.º aniversário do nascimento (18.nov.1943) do jornalista e escritor Manuel António Pina, Prémio Camões 2011.
Falecido em 2012, Manuel António Pina deixou uma obra singular, no campo da poesia, da crónica, da literatura infanto-juvenil e do teatro.
Vamos entrar na ONDA PINA - A POESIA em MOVIMENTO e ler poemas de Manuel António Pina, no próximo dia 18 de novembro, em salas de aula, nas bibliotecas e/ou no átrio.
Neste blogue, serão publicados poemas do autor, ao longo da semana. As BE do Agrupamento elegem-no autor do mês e recomendam os seus livros para leitura de novembro.

Consultar a sua obra, no catálogo concelhio das bibliotecas de Santa Maria da Feira.

domingo, 10 de agosto de 2014

EDUCAÇÃO LITERÁRIA

A coleção "Educação Literária", da Porto Editora, inclui diversos livros de referência de autores lusófonos e estrangeiros indicados pelas Metas Curriculares de Português do Ensino Básico e Secundário. Vários já se encontram nas bibliotecas do Agrupamento.

São objetivos gerais das Metas:
1. Compreender textos orais de complexidade crescente, apreciando a sua intenção e a sua eficácia comunicativas.
2. Utilizar uma expressão oral correta, fluente e adequada a diversas situações de comunicação.
3. Ler e interpretar textos escritos de complexidade crescente e de diversos géneros, apreciando criticamente o seu conteúdo e desenvolvendo a consciência reflexiva das suas funcionalidades.
4. Produzir textos de complexidade crescente e de diferentes géneros, com diversas finalidades e em diferentes situações de comunicação, demonstrando um domínio adequado da língua e das técnicas de escrita.
5. Ler, interpretar e apreciar textos literários, portugueses e estrangeiros, de diferentes épocas e géneros literários.
6. Aprofundar a capacidade de compreensão inferencial.
7. Desenvolver a consciência linguística e metalinguística, mobilizando-a para melhores desempenhos no uso da língua.
8. Desenvolver o espírito crítico, no contacto com textos orais e escritos e outras manifestações culturais.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

TRASLADAÇÃO DE SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN



Faz, hoje, dez anos, que Sophia de Mello Breyner Andresen morreu, aos 85 anos. O seu corpo é traslado do cemitério de Carnide para o Panteão Nacional, em Lisboa, numa cerimónia que decorrerá entre as 16h30 e as 20h30.

Em fevereiro, a Assembleia da República decidiu, por unanimidade, dar honras de Panteão Nacional a esta poeta, autora de  tantos contos infantis, como forma de homenagear «a escritora universal, a mulher digna, a cidadã corajosa, a portuguesa insigne», e de evocar o seu exemplo de «fidelidade aos valores da liberdade e da justiça», segundo o texto parlamentar.



A HORA DA PARTIDA

A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.

A hora da partida soa quando
As árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.
Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 10 de junho de 2014

PORTUGAL - POEMA DE JORGE SOUSA BRAGA

Portugal

Portugal
Eu tenho vinte e dois anos e tu às vezes fazes-me
sentir como se tivesse
oitocentos
Que culpa tive eu que D. Sebastião fosse combater os
infiéis ao norte de África
só porque não podia combater a doença que lhe
atacava os órgãos genitais
e nunca mais voltasse
Quase chego a pensar que é tudo mentira que o
Infante D. Henrique foi uma invenção do Walt
Disney
e o Nuno Álvares Pereira uma reles imitação do
Príncipe Valente
Portugal
Não imaginas o tesão que sinto quando ouço o hino
nacional
(que os meus egrégios avós me perdoem)
Ontem estive a jogar póker com o velho do Restelo
Anda na consulta externa do Júlio de Matos
Deram-lhe uns electro-choques e está a recuperar
à parte o facto de agora me tentar convencer que nos
espera um futuro de rosas
Portugal
Um dia fechei-me no Mosteiro dos Jerónimos a ver se
contraía a febre do Império
mas a única coisa que consegui apanhar foi um
resfriado
Virei a Torre do Tombo do avesso sem lograr encontrar
uma pétala que fosse
das rosas que Gil Eanes trouxe do Bojador
Portugal
Se tivesse dinheiro comprava um Império e dava-to
Juro que era capaz de fazer isso só para te ver sorrir
Portugal
Vou contar-te uma coisa que nunca contei a ninguém
Sabes
Estou loucamente apaixonado por ti
Pergunto a mim mesmo
Como me pude apaixonar por um velho decrépito e
idiota como tu
mas que tem o coração doce ainda mais doce que os
pastéis de Tentúgal
e o corpo cheio de pontos negros para poder
espremer à minha vontade
Portugal estás a ouvir-me?
Eu nasci em mil novecentos e cinquenta e sete Salazar
estava no poder nada de ressentimentos
o meu irmão esteve na guerra tenho amigos que
emigraram nada de ressentimentos
um dia bebi vinagre nada de ressentimentos
Portugal depois de ter salvo inúmeras vezes os
Lusíadas a nado na piscina municipal de Braga
ia agora propôr-te um projecto eminentemente
nacional
Que fôssemos todos a Ceuta à procura do olho que
Camões lá deixou
Portugal
Sabes de que cor são os meus olhos?
São castanhos como os da minha mãe
Portugal
gostava de te beijar muito apaixonadamente
na boca


Jorge Sousa Braga

in, De manhã vamos todos acordar com uma pérola no cu

DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS



Num dia em que se celebra Portugal e um poeta que levou longe o país e a sua língua, as bibliotecas do Agrupamento aconselham dois livros, um de Maria Alberta Menéres e outro de Manuel Alegre.


Mas há mais! É só consultar o catálogo e requisitar os livros.


O início de Barbi-Ruivo, de Manuel Alegre:
"Quando eu era criança, lembro-me de ver na minha casa e nas casas de pessoas de família ou amigas, normalmente na sala de visitas, um livro grande, encadernado, que se destacava de todos os outros. Nem sempre era da mesma cor, mas em todos eles havia o desenho de um homem com uma coroa de louros na cabeça e uma pala num olho. Um dia perguntei que livro era.
- Este livro chama-se Os Lusíadas, é o nosso livro - disse o meu pai -, o livro dos portugueses. Foi escrito por Luís Vaz de Camões, o maior poeta português, acrescentou, apontando aquele homem de um só olho."

quinta-feira, 8 de maio de 2014

PRÉMIO SPA PARA AFONSO CRUZ

Afonso Cruz recebe, hoje, o prémio SPA-Autores pelo seu livro Para onde vão os guarda-chuvas, melhor livro de ficção narrativa.
Sobre o livro, ler aqui.
Podem ser encontrados vários livros deste autor (escritos e ilustrados) nas bibliotecas do concelho de Santa Maria da Feira (consultar o catálogo coletivo).

sexta-feira, 25 de abril de 2014

"TROVA DO VENTO QUE PASSA"

Porque há sempre alguém, que resiste...

Trova do vento que passa
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Letra:Manuel Alegre
Música:  António Portugal
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira